Salvador, 17 de Novembro de 2017 - Tel: (71) 2104-1959

Saiba quem são os homens de confiança de Temer que estão sob suspeita

O presidente Michel Temer (PMDB) mantém ao seu lado homens que também estão sob suspeita. Entre eles, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o senador Romero Jucá. A lista foi feita pela coluna Poder, da Folha. Confira abaixo: Lúcio Funaro Apontado como operador do PMDB da Câmara dos Deputados e principalmente do ex-deputado Eduardo Cunha. Após meses de negociação, fechou em agosto sua delação premiada, já homologada pelo STF. Seus relatos foram utilizados na segunda denúncia da PGR contra Temer. É réu em um processo. José Yunes Amigo do presidente, o advogado é um dos seus principais conselheiros políticos. Foi alçado a assessor especial no início do governo, mas pediu demissão após ter seu nome citado por delatores da empreiteira Odebrecht. Foi citado no relatório sobre o "quadrilhão", após ser apontado por delatores como ponte para o recebimento de dinheiro da Odebrecht para o PMDB. É alvo de uma investigação, mas não é réu. Geddel Vieira Lima Alvo de duas investigações, foi o principal articulador do presidente no Congresso no primeiro ano da gestão Temer. Como ministro da Secretaria de Governo, tinha carta branca para negociar cargos e emendas. Preso sob a suspeita de tentar atrapalhar investigações, migrou em julho para prisão domiciliar, mas foi preso de novo após a apreensão de R$ 51 milhões em um apartamento atribuído a ele. Romero Jucá O senador por Roraima ganhou a confiança do presidente ao assumir a articulação do impeachment de Dilma (PT). Virou ministro do Planejamento, mas caiu após a Folha revelar áudio em que reclamava da Lava Jato. Em uma semana, em agosto, foi denunciado duas vezes pela PGR -uma na Operação Zelotes e outra na Lava Jato, sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. É alvo de 14 inquéritos no STF, mas não é réu. Eliseu Padilha Braço direito de Michel Temer e homem forte do governo federal, o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência. É avaliado como o aliado mais fiel do presidente, de uma "obediência quase cega". É apontado por delatores da Odebrecht como o autor dos pedidos de dinheiro para campanhas do PMDB. Alvo de dois inquéritos no Supremo. Foi denunciado com Temer na segunda ação apresentada por Janot. Tadeu Filippelli Ex-vice-governador do DF, foi assessor especial do gabinete pessoal de Michel Temer e fazia a interlocução com parlamentares e empresários. Atuava em articula-?ções sigilosas, como a sondagem de ministeriáveis. Foi preso em maio acusado de corrupção e lavagem de dinheiro e solto dias depois. Caso envolvia o estádio Mané Garrincha, em Brasília, e partiu de relatos da delação da Andrade Gutierrez. Rodrigo Rocha Loures Ponte de Temer com lobistas e investidores, era um dos homens de confiança do presidente desde 2008, quando se conheceram na Câmara. Era tão próximo que foi quem intermediou a conversa com Joesley Batista, em março. Filmado carregando uma mala de dinheiro da JBS, foi denunciado pela PGR sob a acusação de corrupção passiva. Foi denunciado ainda, em setembro, desta vez sob suspeita de organização criminosa. Eduardo Cunha Principal avalista da chegada de Temer ao Planalto. Apesar da relação de proximidade, o presidente sempre teve cautela pela personalidade explosiva do ex-depu-?tado. Ameaça Temer com sua delação, em negociação. É alvo de duas investigações no STF e foi denunciado pela PGR sob a acusação de organização criminosa. Nomeação como ministro foi questionada porque seria tentativa de blindagem. Moreira Franco Um dos principais estrategistas do governo, é responsável pelo Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Participa de todas as decisões governamentais e costuma ser voz de peso nas escolhas de Temer. É alvo de duas investigações no STF e foi denunciado pela PGR sob a acusação de organização criminosa. Nomeação como ministro foi questionada porque seria tentativa de blindagem. Coronel Lima São próximos desde a década de 1980, quando o coronel assessorou Temer no governo de SP. A fazenda de Lima era usada pelo presidente em comícios. Ganhou contratos milionários com o governo federal nos últimos anos. Operação o vincula a Temer, por meio de obras na casa de filha do presidente. Delação da JBS diz que foi entregue a ele R$ 1 milhão, a pedido do presidente. Não é réu e ainda não é formalmente investigado. Henrique Eduardo Alves O ex-líder do PMDB da Câmara era responsável, segundo a Procuradoria-Geral da República, pela distribuição de cargos em estatais e ministérios. Em troca, a PGR diz que ele recebia propina. Ex-ministro do Turismo, Alves foi preso em junho sob suspeita de ter recebido R$ 7,1 milhões em propinas. Foi denunciado na Justiça este ano e no ano passado.

19/09/2017

Em Nova York, Temer abre nesta terça debate da Assembleia Geral da ONU

O presidente Michel Temer faz, nesta terça-feira (19), em Nova York, o discurso de abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Tradicionalmente, a fala inaugural do debate geral entre os chefes de Estado e de governo cabe ao presidente do Brasil. Conforme a agenda divulgada pela assessoria do Palácio do Planalto, a abertura dos debates está prevista para as 10h (hora de Brasília). Ao chegar à sede das Nações Unidas, Temer conversará com o secretário-geral da ONU, o português António Guterres. Temer é o primeiro chefe de Estado a discursar. Antes da fala do presidente do Brasil devem se pronunciar Guterres e o presidente da Assembleia Geral, o eslovaco Miroslav Lajcák. Temer seguiu com sua comitiva para os Estados Unidos na manhã de segunda, depois de empossar a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Já em Nova York, no mesmo dia ele participou de um jantar oferecido pelo presidente norte-americano Donald Trump. 2ª vez na ONU Essa é a segunda vez que Temer participa da Assembleia Geral da ONU como presidente do Brasil. Em setembro do ano passado, ele estreou no encontro logo após o desfecho do processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República. Em seu discurso, o peemedebista afirmou que o impeachment "transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional". Desta vez, Temer abre os debates da assembleia menos de uma semana depois de ter sido denunciado novamente pelo, agora, ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em artigo publicado na segunda (18) no jornal "O Globo", Temer afirmou que levará “boas notícias ao plenário da ONU”, entre as quais, dados para o último ano que indicam queda superior a 20% no desmatamento da Amazônia. O discurso de Temer, segundo apurou o G1, deve abordar temas como paz, direitos humanos, respeito à democracia e desenvolvimento sustentável. Parcerias comerciais também tendem a ser defendidas pelo presidente, que pretende aproveitar a oportunidade para destacar a retomada da economia do Brasil.

19/09/2017

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Obra de R$ 6,4 milhões na BA-647 é autorizada por Rui

Postado dia 27 de Julho de 2017 às 15h35m

O governador Rui Costa assinou nessa quinta-feira (27), a ordem de serviço para restauração e pavimentação da rodovia BA-647, no trecho do entroncamento com a BR-330, no distrito de Palmeirinha. Com um investimento de R$ 6,4 milhões, a rodovia vai beneficiar 86 mil habitantes da região, com um tráfego diário de mais de mil veículos.
Deputados Eduardo Cunha chegou, por volta das 10h desta sexta-feira (14), para depor na Polícia Federal (PF), em Curitiba. Ele foi chamado para falar sobre a Operação Cui Bono, que investiga um esquema de fraudes na Caixa Econômica Federal

Geddel Vieira Lima pode ser solto nesta quinta-feira (6)

Postado dia 06 de Julho de 2017 às 06h14m

Nesta quinta-feira (6), ex-ministro Geddel Vieira Lima ficará frente à frente com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, em sua audiência de custódia. O juiz pode soltá-lo, escolher uma cautelar diversa da prisão, como tornozeleira ou prisão domiciliar, ou mantê-lo na Papuda. Para o Ministério Público, Geddel é um "criminoso em série" e faz do crime a "carreira profissional". O presidente do PMDB na Bahia foi preso sob acusação de tentar obstruir a Operação Lava Jato. Na terça-feira (4), foi transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Penitenciária da Papuda, também na capital federal. Responsável pelo decreto de prisão preventiva (determinada antes do julgamento), Vallisney deverá também colher opinião do Ministério Público sobre a necessidade da medida ou se a prisão pode ser substituída por restrições alternativas, como monitoramento eletrônico e prisão domiciliar, por exemplo. A audiência de custódia está marcada para as 9h40 desta quinta, na sala de audiências da 10ª Vara Federal, em Brasília. Na mesma sessão, o juiz federal também deverá se pronunciar sobre um pedido de soltura já protocolado pela defesa de Geddel. A defesa do ex-ministro afirma que a prisão é desnecessária e que há "uma preocupação policialesca muito mais voltada às repercussões da investigação para grande imprensa, do que efetivamente a apuração de todos os fatos".

Moro decreta quebra de sigilo bancário de Jorge e Bruno Luz

Postado dia 04 de Julho de 2017 às 07h43m

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, determinou a quebra de sigilo bancário e o sequestro de valores mantidos em pelo menos cinco contas no exterior dos operadores financeiros Jorge Luz e do filho dele, Bruno Luz. A decisão foi publicada no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná segunda-feira (3). "Além das provas, em cognição sumária, do envolvimento de Jorge Luz e Bruno Gonçalves Luz em seis episódios de corrupção e lavagem, o MPF constatou que ambos são controladores diretos ou indiretos de empresas que receberam valores vultosos de empresas envolvidas no esquema criminoso que vitimou a Petrobrás", disse Moro na decisão. A medida, conforme o juiz, abrange a "obtenção de todos os documentos relativos às contas, cadastros, documentos de abertura, extratos, ordens de pagamento, comunicações entre banco e clientes, formulários de compliance, e especialmente a identificação de todas as transações". Jorge e Bruno Luz são apontados pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) como operadores financeiros ligados ao PMDB no esquema de corrupção e desvio de dinheiro dentro da Petrobras. Eles foram presos na 38ª fase da Lava Jato e são réus na Lava Jato. Além dos dois, que estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, outras sete pessoas também são citadas na ação penal. Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme Moro, a denúncia relaciona vários contratos da Petrobras, ligados à Área Internacional, nos quais teria havido pagamento de vantagem indevida a agentes da Petrobras ou a agentes políticos.
A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, na noite desta segunda-feira (4), será usada por aliados do presidente Michel Temer para inflar o discurso de que o Judiciário trava uma luta política para apear o presidente do poder, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha. Segundo a publicação, para o Planalto, a detenção revela mais uma cena do enredo que situa Temer como o eixo central de um grupo criminoso. O encarceramento jogou um balde de água fria nos que achavam que, com a saída de Rodrigo Rocha Loures da cadeia, no sábado (1º), o governo poderia suspirar aliviado. Ainda de acordo com a coluna, a prisão de Geddel teve forte impacto no Congresso. Ganhou corpo a avaliação de que, por mais que lute, o governo não terá sossego e será mantido sob tensão permanente — e em curva ascendente.

Travessia de lanchas continua suspensa na Baía de Todos os Santos

Postado dia 03 de Julho de 2017 às 21h35m

Depois de um dia de chuvas e ventanias a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) ainda não tem previsão de quando o sistema de lanchas que faz a travessia entre Salvador e Mar Grande será retomado. O serviço foi suspenso desde às 5h desta segunda-feira (3) por conta dos ventos fortes e das ondas. Entre 7 e 9 mil pessoas usam o sistema todos os dias. Na capital, a Codesal registrou 30 solicitações apenas hoje. Foto: Marina Silva/CORREIO Quem estava a caminho de Morro de São Paulo também precisou alterar a rota. Os catamarãs, que saem de Salvador direto para Morro de São Paulo, estavam seguindo apenas até Itaparica nesta segunda-feira. De lá, os passageiros embarcavam em ônibus da Astramab até o município de Valença, para em seguida atravessar para Morro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 49 km/h em Salvador nesta segunda, mais forte que o comum para essa época do ano. Em alguns bairros, casas foram destelhadas e roupas arrancadas do varal. Nesta terça (4), a temperatura vai variar entre 21°C e 27°C. Foto: Marina Silva/CORREIO Por conta do vento forte, a Marinha emitiu um alerta de mau tempo, que pode influenciar na navegação. Segundo a Marinha, na área marítima compreendida entre Caravelas, Sul do estado, e Salvador a previsão é de vento forte, com rajadas, até as 21h desta terça. Entre Cabo Frio (RJ) e Natal (RN), a previsão é de mar grosso, com ondas entre 3 e 4 metros, até as 21h da próxima quinta-feira (5). Estragos Os ventos fortes e o solo encharcado pela chuva deixaram a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) em alerta por conta do risco de queda de galhos ou de árvores inteiras. A Seman informou que cerca de 5 mil árvores são podadas todos os meses em Salvador e que intensificou esse trabalho nos últimos dias, quando houve a previsão dos ventos fortes. Foto: Almiro Lopes/CORREIO Em nota, o secretário Marcílio Bastos informou que os plantões foram intensificados e que a Seman está disponível 24h para atender aos chamados. "A velocidade acima do normal nos preocupa e, por isso, estamos em estado de alerta. É importante observar que as ações preventivas realizadas pela Prefeitura em cerca de 5 mil vegetais por mês garantem a redução de incidentes, mas seguimos acompanhando o comportamento dos vegetais, inclusive porque muitos estão em terreno privado", afirmou. A Codesal informou que até às 17h30 recebeu 30 solicitações. Foram três alagamentos de imóvel, cinco ameaças de desabamento de imóvel, quatro ameaças de deslizamentos de terra, quatro ameaças de queda de árvore, uma árvore caída, duas avaliações de imóvel alagado, quatro desabamentos parciais, quatro deslizamentos de terra, dois destelhamentos e uma infiltração. Não há registro de feridos. Ferry-boat Com as lanchas do Terminal Náutico paradas, os passageiros procuraram a ferry-boat para fazer a travessia até Itaparica. Segundo a Internacional Travessias, concessionária que administra o sistema, cinco embarcações estavam operando, mas houve um aumento na demanda e foi necessário colocar mais um ferry para fazer a travessia. Operaram nesta segunda-feira os ferrys Agenor Gordilho, Zumbi dos Palmares, Ana Nery, Pinheiro e Ivete Sangalo. A embarcação Juracy Magalhães foi usada em horários extras oferecidos no decorrer do dia, de acordo com a demanda. O tempo médio da viagem, que é de 1h, foi maior que o normal. Por conta da agitação do mar, foi preciso mudar a rota e fazer a travessia mais próximo da costa. Caminhoneiros e motociclistas foram orientados para não fazer a travessia nos horários em que o mar estava mais agitado. Apesar do mau tempo, não houve incidentes na travessia.
O senador Otto Alencar (PSD) voltou a defender, na manhã desta segunda-feira (3), a saída de Michel Temer (PMDB) do Palácio do Planalto e a convocação de eleições diretas, “independente de quem vá assumir” o comando do país. “Assim como foi dado o exemplo de Collor, Temer deve ser tirado independente de quem vá assumir. O exemplo é que fica. A juventude, a população, se encaminham mais pelo exemplo do que pela palavra. Se Rodrigo Maia não vai cometer os mesmos erros que Temer, é o que importa. Delação quem não tem? O que quero é solução para o meu país. Tem que punir quem está errado”, disse, em entrevista à rádio Metrópole. Otto também reafirmou que não possui cargos no Governo Federal. “O que eu tinha dei para Geddel, que indicou até o motorista. Kassab me ofereceu a vice-presidência dos Correios”, prosseguiu, acrescentando que Temer tentou ganhar seu voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff com um projeto de recuperação do Rio São Francisco. “Mas votei contra o impeachment e acabou o Velho Chico. É muito difícil mudar a minha posição. Achou que iria me conquistar com cargo”, comentou.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT) afirmou, neste domingo (2) em Salvador, que os brasileiros voltaram a olhar para o partido e esperam uma solução para a crise pelo qual passa o país. “O povo brasileiro está olhando novamente para o PT e esperando que a gente possa ajudar a encaminhar a solução para essa crise e melhorar a vida do povo”. A nova presidente do PT, que toma posse no dia 5, destacou que o partido volta a pontuar com Lula na frente nas pesquisas eleitorais e a responsabilidade é “imensa” . Gleisi participou do cortejo da Independência da Bahia na capital baiana e falou da importância desta data para o país. “Esse movimento na Bahia, festejo de 2 de Julho, também é uma demonstração de luta e resistência. O Brasil tem muito que se basear na Bahia. Aliás, a nossa Independência só se consolidou pela resistência e luta dos baianos. Eu acho que a Bahia pode de novo ser referencia de resistência e para luta que nós estamos tendo no Brasil contra esse golpe, quando há retirada de direitos do povo, dos trabalhadores”. A senadora ainda lembrou que essa semana será decisiva no Congresso para a permanência do presidente Michel Temer no governo. “Os deputados da base estão muito envergonhados de declarar que vão votar a favor do Temer. Agora, o mais importante é que ele saindo a gente tenha um processo de eleições diretas. O que nós não podemos ter é mais um mandato biônico que não tem nada a ver com o povo”, afirmou a reportagem do BNews.
Durante sessão de encerramento das atividades do Supremo Tribunal Federal (STF) antes do recesso, a presidente Cármen Lúcia fez um discurso com reflexão sobre o papel do Judiciário. “O clamor por justiça que hoje se ouve em todos os cantos do País não será ignorado em qualquer decisão desta Casa”, declarou. Cármen Lúcia agradeceu aos demais ministros pela ajuda em “um semestre tão difícil”. O Supremo autorizou nos últimos meses a abertura de 76 inquéritos para investigar citados na delação da Odebrecht, homologada por Cármen Lúcia após a morte de Teori Zavascki, em janeiro. O ministro Edson Fachin ainda autorizou a abertura do inquérito contra Michel Temer, que levou a denúncia pela Procuradoria Geral da República, pela primeira vez, de um presidente no exercício do cargo. ”As vozes dos que nos antecederam que e que velaram pela aplicação do direito com o vigor de sua toga e o brilho de seu talento, não deixam de ecoar em nossos corações. Não seremos ausentes aos que de nós esperam a atuação rigorosa para manter sua esperança de Justiça. Não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da Justiça”, disse A partir deste sábado, a ministra passa a responder pelos casos urgentes que chegarem ao tribunal durante o plantão do recesso do Judiciário. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que termina o mandato em setembro, ensaiou uma despedida e também agradeceu os ministros da Corte. “Esta será a minha última sessão de encerramento de semestre. E dizer da minha honra desses quatro anos ter podido aprender diariamente por vossas excelências que a cada sessão que desenrola é uma aula. Saio acrescido de conhecimento jurídico e humano”, afirmou.
Para júbilo dos parlamentares, especialmente os do PMDB de Michel Temer e do chamado Centrão, onde se agrupavam os principais aliados do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de triste memória, o Congresso transformou-se num dinâmico balcão de negócios após a denúncia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da República. Ciente do seu poder, o presidente da Comissão de Constituição de Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), por exemplo, cobrou alta fatura para definir um relator “sensível” no colegiado que decidirá se a denúncia de Janot será aceita ou não na Câmara: a troca do presidente de Furnas. Sai Ricardo Medeiros e entra Julio Cesar Andrade. Pacheco diz que é uma demanda antiga de Minas, mas na verdade é um desejo antigo dele. Se o presidente da CCJ aproveitou a oportunidade criada pela denúncia de Janot para pedir tamanha fatia do Estado, imagine o que estão a exigir, nos corredores e gabinetes do Palácio do Planalto, os deputados que votarão na Comissão. Temer é indefensável, suas relações antirepublicanas se tornaram vexatoriamente públicas, mas está conseguindo se manter no cargo exatamente na base do toma lá dá cá. Quanto tempo isso vai durar? Enquanto o Estado bancado com o suado dinheiro do contribuinte puder prover a base com mais espaço na máquina pública.

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