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Rui acredita em ‘excelente desempenho’ de Haddad

Postado dia 05 de Outubro de 2018 às 08h26m

Por Rodrigo Daniel Silva

O governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT) apostou, ontem, que o presidenciável Fernando Haddad (PT) terá um “excelente desempenho” no primeiro turno das eleições. O petista baiano disse, ainda, que não tem visto um crescimento do adversário Jair Bolsonaro (PSL). “Eu tenho visto o Haddad crescer. É isso que tenho visto. Tenho rodado a Bahia e tenho presenciado o crescimento de Haddad. Nós vamos ter, com certeza, um excelente desempenho no primeiro turno e caminhar para vencer no segundo turno”, afirmou ao ser provocado pela Tribuna, durante a última caminhada em Salvador. O postulante à reeleição voltou a defender a vitória de Haddad nas urnas, segundo ele, para “colocar o Brasil no mesmo ritmo da Bahia” e “fazer o nosso país dar oportunidade a todos”. A última pesquisa Ibope divulgada nesta semana apontou que Bolsonaro lidera com 32% das intenções de votos contra 23% de Fernando Haddad.

Em seguida, aparece Ciro Gomes (PDT) com 10%. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 7% e Marina Silva (Rede) está em quinto lugar com 4%. Em um eventual segundo turno entre o petista e o capitão reformado, o instituto mostra um empate técnico: Haddad 43% e Bolsonaro com 41%. A margem de erro do levantamento é 2% para mais ou menos. 

Na Bahia, a última consulta do Ibope mostrou que o ex-prefeito de São Paulo está na frente com 39% das intenções. Já Bolsonaro tem 17%. Ciro Gomes tem 10% e Marina e Alckmin aparecem com 5%, cada um. Na tarde de ontem, Rui Costa realizou o último evento da campanha na capital baiana. Antes, tinha visitado as cidades de Salinas da Margarida e Ilha de Itaparica.

Na caminhada na Cidade Baixa, o petista baiano foi acompanhado pelos integrantes da chapa: o vice-governador e candidato à reeleição João Leão (PP) e os postulantes ao Senado, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD).

Antes da caminhada, Rui recebeu as bênçãos no santuário de Irmã Dulce. “Fiz questão de caminhar ao lado do povo nos quatro cantos da Bahia nessas sete semanas de campanha. Hoje, a caminhada no Bonfim teve uma emoção especial. Foi também o momento de agradecer a Deus pelo carinho que tenho recebido dos baianos”, disse. Aspirantes à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) também seguiram Rui Costa. Hoje, o postulante à reeleição fará campanha no interior. Ele vai andar pelas ruas das cidades de Monte Santo, Euclides da Cunha, Tucano e Araci. Amanhã, Rui informou que vai se organizar para o dia da votação no domingo. “Espero que cada uma possa expressar de forma consciente o seu voto e em paz no estado inteiro”, afirmou. 

“O povo conhece os defeitos de Bolsonaro”

 O ex-governador da Bahia e candidato a senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a campanha do PT não precisa mostrar os “defeitos” do adversário Jair Bolsonaro (PSL), isto porque, segundo ele, o eleitorado já sabe. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT) tem encontrado dificuldades para elaborar uma estratégia de reação ao avanço da onda conservadora em apoio ao capitão reformado.

De acordo com a publicação, os petistas temem que o discurso econômico voltado para o eleitor mais pobre não seja suficiente para conter o aumento da rejeição ao candidato do ex-presidente Lula (PT).  O partido que antecipar os ataques a Bolsonaro, que estavam previstos apenas para o segundo turno das eleições. “Não estou preocupado com isso. Estou preocupado em mostrar os projetos do PT. Eu nunca trabalho querendo falar mal do outro. A gente tem que falar bem da gente. Prefiro nem pronunciar o nome dele. [A estratégia de apresentar proposta] é a única que surte efeito. O povo conhece os defeitos dos adversários”, afirmou Wagner, ao ser provocado pela Tribuna, durante caminhada na Cidade Baixa, em Salvador. 

tribuna

Empresários, advogados e deputados são maioria entre candidatos

Postado dia 05 de Outubro de 2018 às 08h21m

Definir o perfil da sociedade brasileira a partir das ocupações dos candidatos nestas eleições pode ser mais complexo do que se imagina. Em meio às 29.090 candidaturas (para todos os cargos) apresentadas nestas eleições, há um astrólogo, dois bailarinos, oito artistas de circo, nove catadores de recicláveis, 20 ambulantes e feirantes, além de 24 empregados domésticos, 47 artesãos e 110 religiosos.

Mas a maioria dos nomes postos é formada por empresários e advogados, assim como homens e mulheres que simplesmente se declaram “deputados”, sem especificar formação nem atividades profissionais. São 2.820 empresários, 1.719 advogados e 1.097 que se autodenominam “deputado”.

O professor de ciência política Antônio Testa, da Universidade de Brasília, observou que mudou bastante o perfil dos candidatos, aumentando o número de empresários e advogados. “A partir das eleições de 2010, houve um acensão muito grande de empresários e advogados, pessoas que antes bancavam candidaturas, e que depois passaram a se candidatar.”

Tendências

Antônio Testa analisa as candidaturas de religiosos e militares, por exemplo. “O mesmo aconteceu com pastores evangélicos e policiais, este último grupo porque a questão da segurança entrou muito forte na agenda das eleições”.

Para Antônio Testa, no caso dos artistas, se eles não tiverem visibilidade, como o deputado federal Tiririca (PR-SP), um dos mais votados do Brasil nas eleições passadas, é “muito difícil” conseguir sucesso nas urnas.

Porém, ele ressalta a importância de representantes entre artistas de rua, catadores, ambulantes e empregados domésticos.

“Essa é uma velha estratégia que os partidos adotam para atrair votos, já que essas candidaturas estão concentradas em cargos proporcionais [deputados estadual, federal e distrital]. Como esses candidatos, muitas vezes, são lideranças em suas comunidades, eles conseguem 500 votos ali, 300 daqui e isso ajuda nomes de seus partidos a conquistar mais vagas nos parlamentos”, disse.

 

tribuna

 

TRE-BA já recebeu 1,2 mil queixas sobre eleições via app; veja como denunciar

Postado dia 04 de Outubro de 2018 às 08h41m

Compra de votos, propaganda eleitoral irregular e uso da máquina pública para campanha política. São diversas as formas de cometer ilícitos durante o período eleitoral. Na Bahia, mais de 1,2 mil denúncias de irregularidades eleitorais de candidatos e partidos foram recebidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) através do aplicativo Pardal.

 

No total, até as 18h30 desta quarta-feira (3), foram feitas 1.261 queixas pelo app, distribuídas em 175 cidades do estado. Não há o número de candidatos notificados. 

A cada dez denúncias feitas, sete (72%) eram relacionadas a infrações em propagandas eleitorais, 15% em crimes eleitorais, seguido do uso da máquina pública com 6% das notificações. Outras 20 denúncias foram feitas por compra de votos e 65 na categoria “outros”.

De acordo com a assessoria do TRE-BA, propagandas veiculadas com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não disputa a eleição e encontra-se preso em Curitiba (PR), foram as que mais foram denunciadas.

Brasil
No país, são 19.892 denúncias de irregularidades feitas pelo aplicativo. Dessas, 68% são de propaganda eleitoral, 16% de crimes eleitorais, 8% de outros, 6% de uso da máquina pública e 447 denúncias de compra de votos. 

Além do aplicativo, disponível na web e nas plataformas Android e iOS, existem outras formas de denunciar irregularidades dos candidatos para a Justiça Eleitoral.

De acordo com o TRE-BA, mais 390 representações foram protocoladas na Corte desde o início da corrida eleitoral.

A capital baiana é a campeã em denúncias, concentrando 350 (27,8%) delas. Em seguida estão Vitória da Conquista (70), Feira de Santana (50), Camaçari (33), Eunápolis (32) Lauro de Freitas (24), Irecê (24), Juazeiro (23), Paulo Afonso (22), e Cruz das Almas (21) que completa o ranking das 10 primeiras.

Uma resolução do TSE de 2016 instituiu o aplicativo Pardal para o recebimento de denúncias de infrações eleitorais. O app tem como objetivo aprimorar o controle do processo eleitoral, com "meios eficazes e ágeis" de combate.

Os dados denunciados são automaticamente encaminhados para bancos de dados que o Ministério Público Eleitoral (MPE) tem acesso.

O dispositivo reúne denúncias de propaganda eleitoral, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doação e gastos eleitorais e outros. O Pardal não processa denúncias de irregularidades na propaganda eleitoral veiculada em rádio, na TV e na internet - outros meios de denúncia devem ser realizados.

Como fazer
Para registrar ocorrências no aplicativo, o eleitor deve preencher um formulário informando nome e CPF, além de encaminhar provas que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos, entre outros. O cidadão poderá solicitar sigilo à Justiça Eleitoral.

Somente Fernando Silva (nome fictício) foi responsável por quatro denúncias do aplicativo na Bahia. Ele conta que todas foram feitas contra o mesmo candidato - que voltou a cometer irregularidades.

“A candidata estava impulsionando a campanha sem utilizar o CNPJ, que eu sei que é obrigatório. Então, eu tirei print do conteúdo, abri o aplicativo e descrevi a irregularidade. Coloquei que foi feita na internet e anexei o print”, contou o denunciante. 

De acordo com Fernando, o TRE-BA encaminhou as denúncias dele para o Ministério Público Eleitoral. “Em uma delas, o TRE já juntou documentos, que eu não tenho acesso. Eu achei bem rápido e eficaz. Fiz duas denúncias no domingo e segunda já tinha encaminhamento”.

Além do Pardal, existem outras duas formas de denunciar o candidato. “A ouvidoria do TRE e indo presencialmente fazer a denúncia no TRE para o Ministério Público Eleitoral”, explicou o advogado especialista em direito eleitoral, Pedro Scavuzzi. 

Para a Ouvidoria, a manifestação pode ser enviada para o e-mail ouvidoria@tre-ba.jus.br ou o telefone (71) 3373-7000 pode ser utilizado. Os atendimentos presenciais são realizados na sede do TRE-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB) de segunda a quinta-feira, das 13h às 17h, e às sextas-feiras, de 8h às 13h.

Além desses locais, o TRE-BA também destaca o Protocolo das Zonas Eleitorais, que também funciona na sede do Tribunal, no CAB.

“O Pardal é o sistema atual de melhor funcionamento e resultado. Além de ser rápido, com a possibilidade de se fazer a denúncia de um celular ou computador, o candidato é informado imediatamente da denúncia e pode regularizar o problema sob pena de multa e do TRE iniciar o procedimento”, afirmou o advogado.

De acordo com a assessoria do TRE-BA, os candidatos ou a coligação têm até 48 horas para solucionar a questão. Em seguida, as denúncias são encaminhadas para o Ministério Público e analisadas pelos juízes eleitorais.

As denúncias podem continuar sendo realizadas - inclusive até após o período eleitoral.

***

O que você pode e não pode fazer no dia 7
Ficar de olho nas irregularidades dos candidatos, partidos e coligações é necessário, mas os eleitores também devem estar atentos para também não infringirem as leis eleitorais nessa última semana e no domingo (7), dia da votação do primeiro turno. 

A Justiça Eleitoral possui normas e leis que determinam o que pode ser feito e o que é proibido ao longo da campanha e no dia do voto. Os eleitores não podem, por exemplo, colocar o jingle de seus candidato em seu carro, ou em alto-falante e amplificadores de som.

A boca de urna também é proibida, assim como a divulgação de qualquer propaganda de partidos e candidatos. Os santinhos e folders também são proibidos no dia da votação e, na hora de ir para a cabine de votação, é proibido o uso de celular, máquina e qualquer equipamento que comprometa o sigilo do voto.

A Justiça tem regras até mesmo sobre a propaganda realizada em bens particulares. É proibido, por exemplo, colocar faixas e placas em residências, além de inscrição ou pintura em paredes e muros.

Nas ruas, é proibido propaganda com pichação, tinta, placas, bonecos e outros.

Para estar dentro da lei, os eleitores poderão se manifestar individualmente de forma silenciosa podendo portar bandeiras, broches, adesivos e camisa. 

Confira lista das 30 cidades baianas com mais denúncias:

  1. Salvador - 350

  2. Vitória da Conquista - 70

  3. Feira de Santana - 50

  4. Camaçari - 33

  5. Eunápolis - 32

  6. Lauro de Freitas - 24

  7. Irecê - 24

  8. Juazeiro - 23

  9. Paulo Afonso - 22

  10. Cruz das Almas - 21

  11. Itapetinga - 17

  12. Itamaraju - 16

  13. Alagoinhas - 16

  14. Nazaré     - 16

  15. Jequié    - 15

  16. Teixeira de Freitas - 15

  17. Itabuna - 15

  18. Santaluz - 14

  19. Serrinha - 13

  20. Euclides da Cunha - 12

  21. Belo Campo - 12

  22. Valente - 11

  23. Casa Nova - 11

  24. Santo Amaro - 10

  25. Jacobina - 10

  26. Brejões - 10

  27. Barro Alto - 10

  28. Seabra     - 9

  29. Porto Seguro - 9

  30. Candeias - 8

correio

Toffoli volta a decidir contra autorização para entrevista de Lula

Postado dia 04 de Outubro de 2018 às 08h00m

Na sexta decisão judicial sobre o mesmo tema em menos de uma semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, voltou a confirmar agora à noite a decisão do ministro Luiz Fux que impede entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, o ministro Ricardo Lewandowski havia reafirmado sua decisão de liberar a entrevista do ex-presidente, mas encaminhou o processo a Toffoli para deliberação final.

Na sua terceira decisão na Reclamação 32111 em que o ex-presidente peticiona pelo direito de dar entrevista, Lewandowski entendeu que a realização da entrevista não oferece risco à segurança do sistema penitenciário. Segundo ele, a livre manifestação do pensamento deve ser garantida no caso.

“Julgo procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada, restabelecendo-se a autoridade do STF para que seja garantido ao reclamante o direito à livre manifestação de pensamento, a fim de que possa conceder entrevista, caso seja de seu interesse, sob pena de configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providências cabíveis, servindo a presente decisão como mandado”, decidiu Lewandowski.

Dias Toffoli respondeu ao despacho de Lewandowski e manteve a decisão liminar proferida, nos autos da Suspensão de Liminar (SL) 1.178/PR, proferida pelo vice-presidente da Corte, ministro Luiz Fux. De acordo com Toffoli, Fux estava no exercício da Presidência quando recebeu o pedido de SL. Ainda segundo o presidente do STF, a decisão de Fux “deverá ser cumprida, em toda a sua extensão, nos termos regimentais, até posterior deliberação do Plenário”. No entanto,Toffoli não deu prazo para isso ocorrer.

A sucessão de decisões conflitantes sobre a questão começou na semana passada, quando Lewandowski autorizou os jornalistas Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, e Florestan Fernandes a realizarem a entrevista.

Em seguida, o ministro Luiz Fux atendeu a um pedido liminar feito pelo partido Novo e derrubou a autorização para que o ex-presidente possa dar entrevistas. Em reação, Lewandowski reiterou sua decisão pela autorização da entrevista, mas o presidente do STF, Dias Toffoli, manteve a decisão de Fux.

Desde 7 de abril, Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão, em Curitiba, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

tribuna

Desemprego pauta candidatos e será desafio ao próximo presidente

Postado dia 03 de Outubro de 2018 às 08h21m

Seja quem for o presidente eleito, a perspectiva de adoção de medidas que resultem na diminuição do desemprego será um dos fatores que pesará na escolha do candidato vitorioso. De acordo com o IBGE, o Brasil tem 12,7 milhões de pessoas desocupadas, um contingente maior que a população da cidade de São Paulo e de países como Bolívia, Bélgica ou Cuba.

Levantamento feito pela Agência Brasil a partir de dados do IBGE (desde o 2º trimestre de 2012) mostra que, em seis anos, a evolução do saldo de pessoas com 14 anos ou mais ocupadas foi um crescimento de 1,88%.

Cinco setores em 12 tiveram desempenho negativo, sendo que o setor de “agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura” sofreu queda de 19,27% no número de pessoas ocupadas. No período, o destaque positivo foi do setor de “alojamento e alimentação”, alta de quase 35% no número de pessoas ocupadas.

Vale notar que neste ano apenas quatro setores atingiram o maior número de pessoas ocupadas desde de 2012: “administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”; “alojamento e alimentação”; “transporte, armazenagem e correio” e “outro serviço”.

O resultado tímido da melhoria da desocupação, o crescimento ainda incipiente do mercado formal de trabalho e o fenômeno de pessoas que desistiram de procurar emprego, o chamado “desalento”, compõem o cenário nebuloso que o próximo presidente terá que enfrentar.

Técnicos especializados como Felipe Vella Pateo, responsável pela área que produz as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cadeg) do Ministério do Trabalho, pondera: “Mudanças na política sempre podem afetar o crescimento econômico e consequentemente a geração de emprego. Difícil fazer uma previsão para além de 2018”. De janeiro a agosto, foram criadas aproximadamente 568 mil vagas com carteira assinada. 

Medo do desemprego

Parece mais clara a influência do desemprego na decisão eleitoral. Para a cientista política Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), interior de São Paulo, “o desemprego tem um grande impacto nas preferências eleitorais, especialmente nos setores empobrecidos e médios que dependem do trabalho para manter sua subsistência”.

Pesquisa de opinião da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita no final de junho em 128 municípios (amostra de 2 mil pessoas entrevistadas), confirma a percepção sobre a importância do emprego. O levantamento mostra que o medo de perder o trabalho aflige quase 68% dos brasileiros. Em mais de 20 anos da pesquisa da CNI, esse é o maior índice atingido - 18,3 pontos percentuais acima da média histórica de 49,6%.

A capacidade de gerar emprego deverá ser uma das principais preocupações do novo presidente após a posse em janeiro de 2019. Conforme economistas ouvidos pela Agência Brasil, o aumento da oferta do emprego pode ser resposta positiva e também elemento indutor à retomada do crescimento econômico.

“Independentemente de quem ganhe, o grande desafio será gerar emprego”, assinala Maria Andréia Lameiras, da área de macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea). Segundo a especialista, que edita carta de conjuntura sobre mercado de trabalho, o governo tem tradicionalmente protagonismo para provocar contratações.

“Emprego só vem com a volta do investimento. Principalmente, investimento em construção e em infraestrutura, que são bons gastos para melhorar a competitividade do país”, avalia Lameiras.

O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, também assinala o papel que o governo poderá assumir para estimular a economia e gerar mais empregos. “É necessário o aporte de recursos e a adoção de políticas públicas de efeito multiplicador”, defende.

Velocidade da reconstrução

A convergência entre os dois especialistas sobre o papel do governo para estimular a economia e o emprego esbarra, porém, nas visões antagônicas que cada um tem sobre o grau do ajuste fiscal e a disponibilidade de dinheiro no caixa público.

Na avaliação do diretor do Dieese, é necessário perseguir o equilíbrio das receitas e despesas nas nas contas públicas, “mas a médio prazo”. Para ele, a atuação do governo deve ser mais rápida e aguda.

A técnica do Ipea assinala que “destruir empregos é mais fácil e reconstruir oportunidades demora mais”. Para ela, a capacidade de investimento do novo governo dependerá de acenos com o ajuste fiscal e com a agenda de reformas, em especial da Previdência Social. “Traduzindo, isso gera tranquilidade”, explicou.

A avaliação dela é de que sinais positivos, de que o governo atua para reequilibrar seu orçamento e reduzir as dívidas públicas, tira a pressão sobre os juros e desenha um cenário que estimula a iniciativa privada a investir.

O economista da CNI, Marcelo Azevedo, acrescenta que no caso da indústria, os empresários voltarão a contratar quando houver sinais de “retomada [do crescimento econômico] constante e previsível”. Além do equilíbrio fiscal, Azevedo inclui como fatores que pesam na abertura de vagas na indústria o quadro comercial externo, a mudança em marcos regulatórios para a indústria e a modernização das regras tributárias.

Reforma trabalhista

Historicamente, a contratação na indústria ocorre após diminuição de estoques produzidos, eliminação da ociosidade produtiva de máquinas, da força de trabalho já empregada. Para Azevedo, as modificações na legislação trabalhista adotadas em 2017 “facilitarão a recuperação do emprego de forma mais rápida”.

De acordo com os resultados de agosto do Cageg, a reforma trabalhista apresenta impacto nas admissões por  tempo parcial (7.374 admissões em agosto), por trabalho não contínuo, intermitente, (5.987 admissões) e nos acordos de desligamento de empregados (15.010 demissões). Da Agência Brasil

tribuna

Debate na TV Bahia: último bloco tem embates entre candidatos e até com mediador

Postado dia 03 de Outubro de 2018 às 00h21m

O quarto bloco do debate entre os candidatos ao governo da Bahia teve críticas, embates e até o mediador como alvo de reclamações. Durante a transmissão da TV Bahia, após José Ronaldo (DEM) ser sorteado com o tema da Educação e perguntar sobre a regulação da Saúde ao governador Rui Costa (PT), o jornalista Márcio Gomes alertou João Santana (MDB) a se manter no tema. O emedebista não gostou e pediu que o mediador fizesse o mesmo alerta aos outros candidatos, que também estavam fugindo da proposta da pergunta sorteada.

Também houve embate entre Marcos Mendes (PSOL) e José Ronaldo (DEM) por conta do tema do saneamento básico. O socialista criticou a falta de investimentos por parte da gestão municipal sobre o problema. Mendes acusou os governos do DEM de jogar o esgoto para debaixo dos lençóis freáticos. Na resposta, Zé Ronaldo negou as acusações e declarou que os processos contra ele foram arquivados.

Como foi a tônica de todo o debate, Rui Costa e José Ronaldo protagonizaram mais uma troca de farpas. Sobre a Saúde, o petista afirmou que o democrata colocou duas mil pessoas na fila da regulação. Como réplica, José Ronaldo acusou o governador de forjar a informação. Segundo ele, Rui ignorou o atendimento de mais de sete mil mulheres pela gestão municipal e voltou a reclamar das promessas não cumpridas pela atual gestão. 

tribuna

Site pode ajudar a reduzir número de indecisos

Postado dia 02 de Outubro de 2018 às 08h27m

Na reta final da eleição, o número de eleitores que não sabem quais candidatos irão escolher na urna eletrônica ainda é grande. Segundo o último levantamento Ibope na Bahia, o número de votos brancos e nulos somam 13% das intenções totais de voto. Não sabem somam 11%. Em 2018, os cidadãos de todo o país contam com a plataforma "Bússola Eleitoral" para facilitar a escolha nas eleições proporcionais para Deputados Federais, Estaduais e Distritais.  Após responder um questionário, a plataforma apresenta um mapa dinâmico e calibrável, em que o cidadão poderá ver as candidaturas que mais se aproximam dos seus valores e prioridades. "A Bússola se iniciou da vontade de um grupo de pessoas que já trabalhavam no setor privado e público que já tinham uma relação com o fazer político. Veio, então, a necessidade de reunir informações sobre as eleições", explica à Tribuna um dos fundadores da plataforma, Dario Joffily.

A equipe desenvolveu uma metodologia própria em parceria com o Ibope Inteligência e também com o apoio de instituições como CLP, ITS Rio, Politize e Voto Consciente. No total, são 36 perguntas divididas em blocos com 12 questões, nos quais eleitores e candidaturas se posicionam declarando sua concordância com a frase colocada e a importância daquele tema para si. Todos os partidos foram convidados a participar da iniciativa e todas as candidaturas recebem, diariamente, um reforço do convite para adentrar a plataforma. Qualquer eleitor pode explorar o mapa e visualizar todas as candidaturas inscritas e não há limites para esta visualização, nem qualquer direcionamento de critério ideológico. 

Segundo os desenvolvedores, "o eleitor é livre para navegar e conhecer tanto candidaturas cujas opiniões são iguais às dele, como também saber mais sobre aquelas com as quais discorda". A ideia é que o eleitor seja sempre o centro do mapa, como referencial visual e político da plataforma, além de ter total controle sobre os parâmetros de navegação. O também idealizador da plataforma, Luis Kimaid, destaca que a Bússola Eleitoral dá ao eleitor ferramentas para que sua escolha nas eleições seja qualificada e bem informada. “Não realizamos matches, promovemos empoderamento através da informação. O poder da ferramenta está em reconhecer o poder do eleitor: é ao oferecer informações organizadas e acessíveis que reconhecemos e incentivamos a escolha mais consciente”, afirma.

tribuna

Com metas diferentes, Haddad e Meirelles evitam atacar adversários

Postado dia 02 de Outubro de 2018 às 08h05m

Em situações distintas na disputa eleitoral, os candidatos do PT, Fernando Haddad, e do MDB, Henrique Meirelles, adotaram estratégias semelhantes nesta reta final. Ambos devem evitar ataques aos adversários para preservar pontes com vistas ao segundo turno. 

No caso de Haddad, segundo colocado nas pesquisas, a lógica é mais evidente. O ex-prefeito tem evitado responder aos ataques de Ciro Gomes (PDT) e outros adversários porque espera receber o apoio deles num eventual segundo turno. 

A ideia é manter canais abertos com todos os candidatos de centro-esquerda para uma possível aliança de segundo turno. Segundo estrategistas da campanha, a linha propositiva, sem ataques aos adversários, inclusive a Jair Bolsonaro (PSL), deve ser mantida até o fim da primeira etapa. A prioridade do PT ainda é transferir votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) para Haddad. O partido avalia que o potencial de transferência ainda é alto, principalmente entre eleitores que ganham até dois salários mínimos na periferia das grandes cidades do Sudeste. 

Coordenadores da campanha avaliam que estes eleitores tradicionalmente se definem nos últimos dias e, se a estratégia for bem sucedida, Haddad poderia chegar à frente de Bolsonaro no primeiro turno. 

Por isso, o PT deve seguir na linha propositiva, principalmente em temas com os quais o PT tem identificação, como educação, geração de empregos e oportunidades. Só num eventual segundo turno, Haddad deve adotar uma postura mais agressiva contra Bolsonaro, quando haverá a necessidade de deixar mais claro para o eleitor as diferenças em relação a Bolsonaro.

A estratégia é baseada em pesquisas qualitativas diárias. Os resultados, por enquanto, recomendam seguir a máxima "não se mexe em time que está ganhando".

De acordo com integrantes da campanha, a ideia é deixar que movimentos como #elenão e Democracia, Sim façam o embate direto com o capitão da reserva. Petistas avaliam que a interferência partidária pode afugentar integrantes destes movimentos que defendem candidatos de outros partidos como o próprio Ciro.

Troféu

Já o objetivo de Meirelles, que ocupa a parte de baixo da tabela das intenções de voto, é preservar o capital eleitoral ganho até agora para ter um papel relevante no segundo turno. 

Auxiliares do ex-ministro da Fazenda estimam que Meirelles, apesar dos poucos votos, conseguiu consolidar a imagem de técnico apartidário capaz de dar credibilidade à economia e resolver problemas seja quem for que estiver no poder. Imagem resumida no slogan "chama o Meirelles". 

O ex-ministro disse ao jornal O Estado de S. Paulo que já foi procurado tanto por emissários de Haddad, seu colega de Esplanada durante o governo Lula, quanto de Bolsonaro, ambos interessados em uma aproximação no segundo turno. 

Meirelles avalia que vai ser uma espécie de "troféu" para os dois lados em disputa no segundo turno. Por isso, tem calibrado os ataques aos adversários tanto no horário eleitoral da TV quanto em discursos e debates para não explodir pontes. No debate da TV Record, exibido no domingo passado, por exemplo, Meirelles criticou os resultados econômicos do governo Dilma Rousseff, do PT, mas evitou ataques a Lula e Haddad.

A mesma lógica vale em relação a Bolsonaro. Meirelles criticou a proposta de Paulo Guedes (responsável pelo programa econômico do candidato do PSL) de recriar a CPMF, se posicionou contra as declarações do general Hamilton Mourão sobre o 13o salário, defendeu respeito à democracia, mas não partiu para a briga contra Bolsonaro.

É pelo mesmo motivo que Meirelles vai esticar a decisão sobre quem receberá seu apoio no segundo turno. Ele se vê como possível fiador do candidato que apoiar na reta final da eleição e vai esperar até que o cenário de segundo turno esteja nítido antes de tomar uma decisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

tribuna

Nova Câmara deve aumentar bancadas de esquerda e direita

Postado dia 01 de Outubro de 2018 às 08h40m

A Câmara dos Deputados que sairá das urnas em outubro terá, além de um elevado índice de reeleição, nomes conhecidos na política brasileira, como deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-prefeitos, ex-secretários e ex-parlamentares, ocupando as vagas dos que não tentaram ou não conseguiram renovar o mandato. As caras novas virão da escolha de policiais, evangélicos e celebridades ou da força do dinheiro e da relação de parentesco com oligarquias políticas.

A projeção foi feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base na estratégia dos partidos políticos de lançar nomes competitivos para disputar a Câmara dos Deputados. Para reforçar as bancadas de deputado federal, que definem os repasses do fundo partidário e o horário partidário, as legendas escalaram seus principais nomes para a Câmara e fizeram coligações competitivas.

Uma movimentação dos senadores indica, além de uma preocupação individual com a derrota na eleição majoritária, a estratégia dos partidos de reforçar a Câmara. Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Agripino Maia (DEM-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, e Lídice da Mata (PSB-BA), por exemplo, disputam uma cadeira de deputado federal e tendem a puxar votos para suas legendas.

Nessa linha, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) concorre à Câmara, assim como o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PPS-RJ), o ex-ministro do Trabalho Manuel Dias (PDT-SC) e o ex-deputado federal Marcelo Itagiba (PPS-RJ).

Segundo levantamento preliminar, coordenado pelo analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, a composição das bancadas não será muito diferente da atual. Conforme a análise, haverá um leve crescimento dos partidos de esquerda e de direita, acompanhado de uma discreta redução das legendas de centro.

O PT continuará tendo a maior bancada de deputados federais, com 55 a 65 integrantes, conforme o levantamento do Diap, seguido de MDB (44 a 50), PSDB (42 a 50), PP (40 a 48) e PSD (40 a 48). Em um segundo bloco, estão PR, DEM, PSB, PDT e PRB, com bancadas que devem ficar entre 20 e 40 deputados. PSL, PTB, Pros, PSC, PPS, PCdoB, Pode, PSOL e SD devem eleger entre dez e 20 deputados. Outros partidos não devem eleger mais do que dez parlamentares. Da Agência Brasil

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Presidente terá 24,6 mil cargos à disposição

Postado dia 01 de Outubro de 2018 às 08h15m

O presidente eleito terá à disposição 24,6 mil cargos que poderão ser preenchidos por pessoas indicadas pelo governo, conforme levantamento do Ministério do Planejamento que será entregue à equipe de transição. Metade desse número é de cargos que podem ser ocupados por quem não é servidor público. O salário máximo é de R$ 16,2 mil mensais para essa categoria. 

Os cargos são importante moeda de troca para que o governo forme alianças no Congresso para aprovar propostas. Parlamentares costumam receber o sinal verde para indicar afilhados políticos para ocupar determinadas funções na administração pública federal, em troca do apoio ao governo. 

Dentro das vagas que podem ser distribuídas a quem não é servidor público, há cargos considerados de baixo escalão, como o de superintendentes estaduais de órgãos federais. E nas faixas salariais mais altas, estão as vagas ocupadas por assessores especiais e chefes de departamentos. 

Os cargos de direção nas agências reguladoras (que também podem ser ocupados por quem não é funcionário público) têm a maior remuneração, de até R$ 16,7 mil. O governo tem um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional para estabelecer critérios de preenchimento de cargos nas agências, mas o texto ainda não foi votado. Os parlamentares, porém, já trataram de mudar o texto para tentar restabelecer a possibilidade de indicações políticas nos cargos de direção e nos conselhos de empresas estatais.

Ao todo, a administração pública federal tem 99.416 cargos, funções ou gratificações, distribuídos entre 36 tipologias, 48% deles nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Cada tipo de cargo ou função tem regras específicas, o que dificulta a redistribuição de forma isonômica entre os órgãos e gera distorções de remuneração entre as equipes.

Dentro das medidas que o governo atual vai sugerir à próxima gestão, a mais urgente é a edição de um decreto para estabelecer critérios para a ocupação de cargos e funções públicas. A proposta já foi elaborada pelo Ministério do Planejamento e encaminhada à Casa Civil. A equipe econômica sugere ainda o envio de um projeto de lei para revisar a estrutura atual de cargos, funções e gratificações, mas reconhece o risco político de a medida não ser aprovada ou ter o texto modificado pelo Congresso.

Aposentadorias

O governo também traçou quadro dramático sobre o perfil dos servidores e a evolução das aposentadorias. O diagnóstico mostra que cerca de 108 mil funcionários públicos federais (17% do total) já têm condições para se aposentar, mas permanecem em exercício graças ao pagamento do abono de permanência, um incentivo para que continuem trabalhando. A qualquer momento, no entanto, o governo pode perder essa mão de obra.

Os órgãos com maior contingente de servidores próximos a se aposentarem são Fundação Oswaldo Cruz, Agência Brasileira de Museus, Fundação Nacional de Artes e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), INSS, Funai, Ministérios da Agricultura e da Saúde. 

A idade média dos servidores é de 46 anos, o que traz risco de aumento de aposentadorias nos próximos anos. Em 2017, foram concedidos 22.458 benefícios, maior número desde 1998. Nas projeções do governo, há carreiras - como cargos de nível intermediário da Previdência Social e Trabalho - que podem ter seu contingente reduzido a um terço até 2022, caso todos os servidores que reúnem as condições optem pela aposentadoria e não haja nenhum tipo de reposição no período.

O governo também vai sugerir uma proposta para reestruturar as carreiras do funcionalismo, restringindo o salário inicial hoje mais elevado do que na iniciativa privada e ampliando o número de degraus para progressão na carreira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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